O primeiro invencível sul americano

chapecoense-luto

Normalmente tragédias nacionais não me comovem tanto. Mas essa da Chape doeu. E eu sei que não doeu apenas em mim. Doeu em todos aqueles a quem a Chape fez sonhar de novo. Quando nós, torcedores de times das divisões menores olhávamos pra Chape, era o nosso time que nós víamos. O nosso pequeno time da nossa cidade, que pra nós é o melhor do mundo e no ano seguinte inicia a caminhada rumo ao mundial. Esse ano seguinte, de início de caminhada rumo a Tóquio, pra Chape havia chegado. Era a Chape mostrando que sim, era possível. É icônico que a tragédia tenha acontecido justamente na antes da final. Me permito pensar, que uma vez num outro plano, num outro lugar os atletas, já descansando em paz estão “batendo uma resenha” (na linguagem dos boleiros) dizendo “só assim pra pararem a Chape”. O jogo acabou mais cedo. A torcida nesse momento não está cantando. Nem apito final teve. Eu também estava naquele avião. Eu ia com a Chape ser campeão sul americano. Naquelas camisas verde e brancas (do único verdão possível) tinha um quê do que eu sonho pro meu time, do que todo mundo sonha pro seu time. A chape realizou. Esse campeonato acabou e a Chape sai vencedora, a Chape não encontrou quem a vencesse. A copa sul tem muitos campeões, mas nesse anos de 2016, ela conheceu o primeiro time que ninguém vai vencer, o primeiro time invencível, a Chapecoense. #ForçaChape

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~ por Marcelo Amil em novembro 29, 2016.

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