É mais fácil chamar de golpe que assumir que é incompetente

Golpe não no Brasil

A Lei 7.170/83 é a lei que define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências. Ou seja, pra que se caracterize o chamado “golpe” deve necessariamente haver alguma das condutas previstas nesta lei. O Brasil tem visto todo dia os parlamentares governistas bradando aos quatro ventos que o Brasil vive um golpe, pois bem, não vive. Caso estivesse vivendo, estes parlamentares que dizem que o golpe está em curso estariam cometendo crime de prevaricação, uma vez que NINGUÉM foi ao MPF, para denunciar um ato golpista. E sabem porquê não foram? Porque se algum parlamentar ou cidadão comum for ao ministério público formalizar a denúncia de um golpe, esta pessoa vai ter que apontar os nomes dos supostos golpistas e os supostos atos de golpismo, e se não oferecer elementos suficientes, esta pessoa vai responder por denunciação caluniosa, pois não existem quaisquer elementos no processo do impeachment até aqui que sequer se assemelhem às carcaterísticas de um golpe. Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, cunhou a frase “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”. Os ferrenhos defensores do governo petista encontraram na mentira do golpe a desculpa para sua total incompetência. Nossa constituição não quis que tivéssemos no poder os melhores técnicos, mas sim os mais competentes políticos. Tanto que pra ser presidente da república basta saber ler e escrever (Imagino que o constituinte achou que ficaria feio um agente público tomar posse simplesmente gravando sua digital). Dilma enquanto técnica não soube fazer frente aos desafios postos pela economia e enquanto política foi um completo desastre. Sua inabilidade (ou soberba) foi o que permitiu que Eduardo Cunha virasse presidente da câmara, um bandido da pior laia possível e capitão do processo de impeachment que ela mesma ajudou a alimentar com sua inabilidade e incompetência. À época da eleição da casa, havia severa rejeição da base quanto ao nome imposto (Arlindo Chinaglia) mas ainda assim o governo Dilma insistiu em apontá-lo como candidato. O resultado foi uma derrota acachapante em primeiro turno na câmara, e a consequência, estamos vendo hoje. É mais fácil se fazer de vítima de um golpe que só existe no discurso deles, do que admitir sua completa incompetência política.

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~ por Marcelo Amil em maio 10, 2016.

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