Mais uma coisa que eu discordo mas entendo

Por algumas vezes já mencionei aqui sobre fatos dos quais discordo, mas que compreendo o motivo de terem acontecido. O desse momento é a ação de um policial paulista que em perseguição a criminosos efetuou disparos à queima roupa nos presos caídos.

Não conheço com profundidade técnicas de abordagem policial nem tampouco pretendo discorrer com minúcias acerca delas, vou me ater a alguns aspectos fáticos que observei. De início, não entendo que os elementos estavam dominados, os mesmos haviam caído de moto, mas não haviam sido revistados nem estavam algemados, então ofereciam sim risco à vida do agente do estado. Não acho também que ele atirou pra matar, pois àquela distância não acredito que ele erraria a cabeça de algum dos atingidos caso quisesse atingí-la, então acredito sim que ele quis debilitar os atingidos. Agiu com excesso na quantidade de tiros, se não me engano 4 ou 5, não tenho certeza. Não me parece razoável crer que o policial, no calor da perseguição imaginasse que ali não existia risco à sua vida. Na verdade crer no contrário me soa a hipocrisia. A atitude, ainda que eivada de um possível excesso que vai (e deve mesmo) ser discutida no seio da justiça, eu compreendo. A meu ver, incompreensível é a atitude do comando da PM paulista, que praticou um ato a meu ver totalmente desprovido de razoabilidade e proporcionalidade. O afastamento das ruas nesses casos é (pelo que sei) praxe, até mesmo para que o policial, que é um ser humano, tenha o acompanhamento necessário, mas a prisão administrativa dele me pareceu única e exclusivamente um ato de pirotecnia, um desejo covarde de dar uma resposta a uma parcela da sociedade que sumariamente condenou o policial. Ser afastado das ruas, até mesmo ter a arma requisitada seriam medidas naturais, mas prendê-lo, ainda que administrativamente é um erro. Agora o caso vai à justiça, e com dados nas mãos será possível ao ministério público e aos advogados demonstrarem aos jurados quem tem razão. O excesso que o policial cometeu é discutível, o excesso do comando da PM em prendê-lo, não, é absurdo mesmo.

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~ por Marcelo Amil em junho 25, 2015.

Uma resposta to “Mais uma coisa que eu discordo mas entendo”

  1. Concordo com sua opinião Mister M

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