As coisas em que não acredito

Ainda que eu seja fascinado por ufologia e defenda ferrenhamente que será a nossa geração a encontrar a primeira prova cabal de existência de vida alienígena, não acredito em 99,99% do que é propalado na internet acerca do tema. Não acredito que existam rostos nem pirâmides em Marte. Acredito sim que ali temos claros exemplos de pareidolia. Uma comparação que faço é com o parque da bela adormecida, em São Gabriel da Cachoeira-AM, (que um dia ainda vou conhecer). Se morássemos em Marte e fotografássemos essas três montanhas teríamos certeza que elas não foram feitas pela natureza. Mas foram. Me admira é não ter surgido uma teoria dizendo que o “rosto” em marte é Jesus.

Não acredito numa conspiração secreta de governos visando evitar que saibamos do contato frequente, inclusive colaborativo, com alienígenas. Até hoje nunca vi uma filmagem que me convencesse que algo vindo de uma inteligência superior estaria voando por aqui mesmo porque imagino que uma inteligência superior com capacidade de atravessar galáxias, somente seria vista se quisesse ser vista. Não consigo conceber porque alguém atravessaria alguns anos luz pra simplesmente gerar frisson por aqui. A não ser que estejamos tratando de playboys intergalácticos que usam as naves compradas por seus papais e vão pra outros planetas tirar onda ouvindo funk no toco e bebendo enquanto pilotam suas naves. Merecem ser presos.

Se uma civilização hoje dispõe de tecnologia pra viagens interestelares, eles com certeza estudaram muito até chegar a esse patamar. Não se adquire tecnologia por divina providência ou por sopro divinal. Se estudaram tanto, com certeza estudam mais ainda, e estudo, isso sim, justificaria uma viagem ao pálido ponto azul. E essa viagem com certeza seria bem planejada. Nunca um astronauta nosso morreu na lua, então vejo como presunção nossa acreditar que um viajante estelar morreria pelado em Roswell. Daqui de onde estamos, conhecemos (parte significativa) da geografia de marte, ou seja, antes de aportar aqui, seríamos estudados, eles saberiam nossos pontos de concentração populacional, e planejariam muito bem a aterrissagem. Com tudo isso, quero justificar o porquê não acredito que tenhamos sido visitados.

Voltando aos rostos e pirâmides em Marte. Certa vez me debrucei sobre o Google Mars, um aplicativo do Google Street View que te permite ver a superfície de Marte. O que mais me chamou a atenção foi a fantástica semelhança entre a superfície de marte e o fundo dos nossos oceanos. Isso me leva ao raciocínio de que Marte já teve gigantescos oceanos. E assim sendo, foi ponto de existência de vida. Qual vida? Creio que descobriremos nos próximos anos. Descobriremos indícios de fósseis, ainda que fósseis de vida vegetal.

Gostaria muito de ligar meu computador e ver notícias de fontes fidedignas confirmando que encontramos ruínas de civilizações em Marte, que o próximo passo é estudar o que levou à extinção dessa civilização, ou ainda que foi encontrada vida complexa no subsolo marciano, mas esse dia ainda não chegou. O que temos até agora nos mostra o quanto é fascinante estudar o universo, o quanto é fascinante essa busca por companhia nessa vastidão. E no fim das contas, o quanto concordo com o genial Carl Sagan quando ele disse que “se no universo existirmos somente nós, então o universo é um grande desperdício”.

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~ por Marcelo Amil em setembro 30, 2014.

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