Por quê votarei em Aécio Neves

Os dias passarão, a emoção dos que sentiram-se emocionados pela perda de Eduardo diminuirá. Haverá aqueles que trabalharão pela perpetuação de sua memória, que a meu ver já está eternizada na história do Brasil, infelizmente menos por suas notáveis realizações como governador, e mais pela tragédia da qual foi acometido. Mas a vida seguirá. Marina agora é candidata a presidente da república. Uma fortíssima candidata, por sinal, porém, o momento ainda é distante da eleição. Se a tragédia acontece uma semana antes da eleição, Marina iria pro segundo turno em primeiro lugar, mas ainda faltam pouco menos de dois meses e isso vai fazer muita diferença. Até terça feira passada, havia luta por um segundo turno. Hoje ele é uma certeza absoluta. Aécio deve passar de segundo para terceiro, pelo menos momentaneamente. Marina entra na disputa já com a vice liderança, e pisando em ovos. Mas voltando ao tema inicial. Eu não votarei em Marina. Não votarei em Marina, pois entendo que o Brasil precisa de uma alternativa ao PT. Não consigo olhar pra uma senhora que é fundadora do PT, que foi eleita vereadora pelo PT, que foi eleita senadora pelo PT, que foi ministra de estado filiada ao PT e num governo petista, e imaginar que agora ela é algo diferente do que é o PT. Tivesse Marina sido vencedora da disputa interna pela vaga de Lula (foi derrotada por Dilma) estaria ela hoje feliz da vida ainda filiada ao PT.

Não acho que Aécio fará um governo que transformará o Brasil na Noruega. Ao final do governo de Aécio, não teremos os índices educacionais do Japão. Ao final do governo de Aécio não teremos as estradas alemãs. Mas pro processo de construção democrática histórica brasileira, é fundamental que o PT deixe o poder nesse momento. Ainda que retorne no futuro, mas a continuidade do governo petista é nociva ao Brasil. O governo do PT teve avanços indiscutíveis, assim como o governo de FHC também o teve. Infelizmente o ser humano é facilmente embriagável pelo poder. O PT embriagou-se pelo poder, assim como possivelmente teria o PSDB embriagado-se pelo poder, se mais tempo nele permanecesse. Me vem à mente aquela máxima de nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Experimentamos o bom e o mau do PSDB, experimentamos o bom e o mau do PT. O PSDB que assumirá o poder em 2015, não é mais o mesmo de 1994. É um PSDB de novas lideranças, de novas idéias, um PSDB com novos rumos pro Brasil. Em breve o PSDB deverá também sair do poder, como eu disse, ainda que seja pra um retorno do PT, pois assim como nesse momento, entraremos um PT de novas lideranças, de novas idéias, de novos rumos para o Brasil. Eternizar pelo voto um grupo no poder é fingir que temos uma democracia. Nossa democracia tem apenas 26 anos, experimento um novo modelo econômico, sobreviveu ao trauma de depôr um presidente, experimentou um grupo, deu o poder a outro grupo, e nesse momento passa por mais uma provação, que é a de consolidar-se como livre. O Brasil precisa de algo diferente, e esse algo não é Marina. Aécio não é algo novo, Aécio não é algo melhor. Nesse momento Aécio é o que nossa história precisa. Aécio é nesse momento, algo diferente.

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~ por Marcelo Amil em agosto 17, 2014.

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