Acredito em vida inteligente fora da terra, não acredito é que haverá interação.

Não tenho a menor dúvida de que exista vida inteligente em outros planetas, mas cada vez mais me pergunto COMO e SE a encontraremos. Ao contrário da crença leiga, a principal questão não é a distância (não é a principal, mas é extremamente relevante). Emitimos sinais pra bem longe (óbvio que não tão longe considerada a escala universal) e pressuponho que havendo uma outra civilização, ela também buscaria encontrar “companhia”. Ela emitiria sinais, ela construiria naves, ela tentaria captar sinais… Igualzinho a nós. Considerando isso, minha maior preocupação quanto à possibilidade de encontrar provas de vida, é o tempo. Temos pouquíssimo tempo nessa terra. A civilização como conhecemos existe há poucos milhares de anos (000) enquanto o universo existe há alguns bilhares de anos (000.000.000). acabamos de surgir. Não tem nem 200 anos que começamos a trabalhar com ondas, e se milênios de civilização são nada ante os números cósmicos, que dirá menos de duas centenas. Ainda estamos na pré-história da informática e não podemos afirmar com segurança se nossa espécie estará viva daqui a um milhão de anos, outro número ínfimo na escala universal. Quero dizer com isso que outras civilizações, surgiram, foram extintas, seus traços apagados, seus habitats esterilizados e sua memória varrida como se jamais tivesse acontecido. Você acredita que com a tecnologia que temos hoje, poderíamos construir um monumento que duraria 100 anos sem manutenção? Ou por acaso temos como construir algo que garanta a continuidade de vida na terra? Algo que possa nos proteger de uma tsunami, de um terremoto, de um meteoro ou de uma explosão solar? A resposta é não. Podemos no máximo tentar fugir. Tentar (como já estamos tentando) construir colônias em outros corpos celestes (marte e lua, mais precisamente), mas até o momento não temos qualquer garantia de sucesso. Podemos ainda tentar deixar nossa marca de existência através dos itens que mandamos ao espaço. Uma sonda lançada ao horizonte que contém nossas fotos, música, pinturas, escrita e informações sobre modo de vida, mas daí temos que contar com a sorte de ele não ir parar na rota de algum outro astro com atmosfera que vá fritá-lo em sua entrada, como aconteceria se ele viesse de titã e caísse aqui, ou ainda que ele não encontre o rumo de uma estrela, enfim, é um golpe de sorte que não nos anima. Ainda que eu seja apaixonado por ufologia, que o tema me chame muito a atenção, eu realmente não acredito que estejamos sendo visitados, que os tenhamos avistado, nem que exista Ashtar Sheran, nem que um ex fuzileiro tenha protegido uma base em marte. Acredito sim que em algum lugar existe vida inteligente, que em outros ela tenha existido e não mais seja possível encontrar indícios dela, e que ainda vá existir em infinitos outros lugares. Falo isso com a mesma certeza que tenho, que um dia não existirão mais nem indícios de que um dia alguma coisa respirou naquele monte de líquido e rocha entre Marte e Vênus, ou como genial e poeticamente definiu Carl Sagan, nesse pálido ponto azul.

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~ por Marcelo Amil em julho 11, 2014.

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