Enfim o sereno

Toda a noite em uma vida,
uma vida a serenar,
um sereno transparente, que lhe molha o olhar.
Um olhar resplandecente, que não se permite não brilhar

Seja tempo de agir,
Eis que é gritado o momento de calar,
É a empáfia a única arma de quem sabe não ser forte,
É o aceite de sua sorte, são os olhos marejados,
e os pés a caminhar

É o abrigo negro da noite que sobre seu corpo sempre deita
adornado de estrelas, é gelado cobertor
É única estrada nos entregue pela vida,
É único remédio pra doença de viver,
É a areia da ampulheta, é ao fim enfim morrer.

 

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~ por Marcelo Amil em abril 16, 2014.

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