Amazonas

Nunca antes navegadas
inexpugnáveis trilhas surdas
de um chão verde com cheiro de alvorada

Foi aqui que fui lançado e é daqui que partirei
Ai daquele que fira o brio de minha terra,
que dela se desfaça ou que de algo lhe desdenhe…

Por meu chão eu mato e morro
pois estando longe dele,
nada posso nem consigo
E se caio no caminho é sempre ele meu socorro.

Ah meu amazonas lindo que nasceu pra ser guerreiro
O cacique dessa gente, do caboclo altaneiro
do vermelho emburrado, do peixe que saboreio.

Sou o todo desse rio, e metade noutra banda.
Sou o raio ensolarado, o mato esverdeado, sou o prumo da canoa.

Sou tijolo da escadaria, peixe no mercado,
eu sou reza na matriz.
Sou a platéia no meu teatro, grito pega no alambrado,
Em Manaus eu sou feliz.

Sou a folha que cai todo dia, e as outras que ficaram lá.
Eu sou isso e mais um pouco, tenho chão pra me orgulhar.

Eu nasci amazonense, nem mereço devo confessar.
Mas a terra que é minha, essa terra que eu amo…
Nunca vou abandonar.

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~ por Marcelo Amil em março 25, 2014.

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