Se a morte é inevitável, que seja prazerosa.

Hoje o mundo lembra a morte de Senna, mas não foi necessariamente isso que me motivou a escrever este post. Uma agência de notícias de Manaus, a ANA, de um grande amigo meu publicou uma foto de um piloto saindo de um acidente de carro, com a legenda: Quem não imaginou essa cena? (aqui). De verdade, eu não imaginei.

Eu era criança quando Senna morreu, lembro da comoção toda na minha rua, a minha tia chorando, etc… Idêntico a quando os Mamonas Assassinas morreram.

Já fiz algumas postagens aqui sobre morte, sobre a forma como lidamos com ela etc. Enfim, o ponto onde quero chegar é que não consigo imaginar forma mais digna de morrer do que a que Ayrton Senna morreu. Jovem, saudável e fazendo o que gostava. Assim também morreram os Mamonas. Jovens, saudáveis, e vivendo um sonho realizado. Se a morte é inevitável, que seja prazerosa. Longe de mim estar parafraseando a idiotice de que: “Se o estupro é inevitável, relaxa e goza.” Deixa essa leseira pra Marta Suplicy.

Costumo brincar com amigos mais próximos dizendo que quero morrer num acidente aéreo, sobre o oceano, voltando de Paris. Brincadeira mas nem tanto. Se eu morro voltando de Paris, é porque eu fui a Paris. 🙂

Pra Senna teria sido triste morrer sem poder correr. Pros Mamonas, sem poder brincar. Pra mim, será se eu morrer sem ter ido a Paris.

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~ por Marcelo Amil em março 21, 2014.

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