A diferença que fazemos

Cada dia mais me convenço do quanto é importante vestirmos a camisa do clube que amamos, do quanto é importante dizer pra todo mundo que torcemos por um time da nossa terra. Vi isso no meu trabalho recentemente. Ao assumir o cargo, tratei de enfeitar minha mesa com uma miniatura de camisa do Galo. E na mesma hora um rapaz chegou e disse: Vou trazer uma do Fast! Algumas horas depois, numa outra sala, um outro advogado que me conhecia, chegou e disse: Vou colocar um quadro do Nacional aqui, afinal, somos eu e o governador! E logo em seguida a isso, iniciavam-se as discussões sobre o futebol amazonense, sobre grandes jogos que as pessoas viram, sobre grandes atletas que tivemos e naquele momento, aquelas pessoas lembraram-se do quanto elas gostavam de ir ao estádio torcer pra um time daqui da nossa terra. Todas, sem exceção, imediatamente perguntaram: Rapaz e como está time “A”, como está time “B”?.

É comuníssimo, praqueles que apenas torcem pra um time amazonense, viver o seguinte:

– Pra que time você torce?

– Sou Rio Negro.

– Tá, mas e no RJ?

– Nenhum, sou apenas rionegrino.

– Sério, você não torce nem pra time de SP?

– Não. Sou amazonense e torço apenas pra um time do Amazonas, ué?!

(..)

hmmm, legal, vc tá certo.

Esse pequeno gesto, faz muita diferença. Se cada um de nós que torce pra um clube amazonense, mostrar pra todo mundo que torce pra um clube amazonense, no mínimo estaremos fazendo essas pessoas pensarem. Muitas vezes essas pessoas sequer percebem o quanto são bombardeadas com informações em todos os meios sobre times que lhes teem e pros quais elas são alienígenas. Nem consigo culpar um amarioca. O cara abre o jornal buscando informações sobre futebol e só lê excelentes matérias sobre time do RJ. Ele liga a TV e só vê matérias sobre times de fora. Ele liga o rádio e só ouve comentários sobre times de fora. É preciso ser meio doido (como todos nós somos) pra enfrentar isso tudo, pra assistir dirigentes fazerem as maiores atrocidades com nossos clubes, pra ver o poder público preferindo prestigiar times do Maranhão ao invés dos nossos, e mesmo assim continuar torcedor apaixonado de um clube com nosso sangue. Apesar de ser missão pra doido, pra nós é fácil, é simples. Fácil e simples porque não temos escolha. Paixão não se escolhe. Ou nós vamos ver o nosso futebol de volta ao lugar de onde ele jamais deveria ter saído, ou nós vamos morrer tentando. Afinal, descendentes de Ajuricaba, Manaós, filhos dos deuses não desistem.

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~ por Marcelo Amil em novembro 27, 2011.

2 Respostas to “A diferença que fazemos”

  1. Eu visto a camisa do meu time, e solto meu amor por ele, mas apesar de ser santista, também solto meu amor pelo Palmeiras, pelo Corinthians e pelo São Paulo. Sem esses outros times o Santos não seria nada.Adoro uma rivalidade sadia no futebol, sem brigas.

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