Viver até os 150 anos? Será?

Já disse algumas vezes que sou fã do Dan Brown. Li tudo dele, e de vez em quando releio algumas coisas. Dos filmes (Código da Vinci e Anjos e Demônios) sou mais simpático a Anjos e demônios. Curiosamente, há uma inversão. O livro O código da Vinci é melhor que o livro Anjos e demônios, já com os filmes acontece o inverso. Mas enfim, não era sobre isso que eu queria escrever. Uma frase no filme, mais precisamente no discurso que o camerlengo faz quando interrompe o conclave, sobre o conflito ciência x religião. Um trecho em especial me chamou a atenção desde o primeiro momento.”Existem coisas que a ciência é jovem demais pra entender”. Achei essa reflexão fantástica desde a primeira vez que a ouvi.

Hoje cedinho, ao folhear um dos jornais on line que costumo ler, me deparei com a notícia de um cientista estudioso do DNA (aqui) declarando acreditar que com o avanço dos estudos sobre o tema, o ser humano poderia chegar a viver até quem sabe 150 anos. Até uma semana atrás tínhamos como verdade absoluta a insuperabilidade da velocidade da luz, e hoje, já se discute se o neutrino superou ou não essa velocidade, até o momento, ninguém disse que não. Einstein, o mais brilhante físico da era contemporânea e um dos maiores de todos os tempos disse: “Imaginação é mais importante que conhecimento”. Esse rodeio todo, foi pra dizer que eu acredito piamente que em alguns anos, talvez mais, talvez menos, será possível atingir 150 anos de vida, ou mais, e quem sabe com qualidade de vida. E nesse momento, eu me pergunto: Por quê lutamos tanto contra a morte? O ser humano ocidental determinou a morte como inimiga, quando na verdade a morte (em minha humilde e aberta a discussão, opinião) é parte da vida. Quando digo que a morte é “parte da vida”, nem entro em discussão dogmática ou religiosa. Não digo que alguém, ou algo, tenha criado e determinado isso. O que eu entendo é que assim como não escolhemos nascer, não devemos escolher, não morrer. A ciência, a arte, a sociedade precisam do ciclo da vida, do qual, indiscutivelmente, faz parte a morte. Van Gogh, um dos maiores nomes da história da arte em vida era quase um mendigo. Quem me garante que ele não seria um genial desconhecido até hoje? Um velhinho, ou um homem de 158 anos, fracassado, como sempre foi em vida?

O ego do ser humano é a única coisa que aspira ser maior que o universo. Nos focamos em vencer a morte, ignoramos o bom relacionamento com os outros componentes do universo, e com isso esquecemos que termos nascido, foi parte de um todo, assim como morrermos, também é uma parte desse todo. Eliminar isso, é a meu ver uma mesquinharia do homem, para com todo o resto.

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~ por Marcelo Amil em setembro 27, 2011.

Uma resposta to “Viver até os 150 anos? Será?”

  1. um dos livros da lista que meus mestres em genetica me recomendaram, o que eu mais simpatizei foi deus um delirio de RICHARD DAWKINS, seu objetivo principal é provocar os religiosos convictos, mas principalmente provocar os que são religiosos ” mais o que mais me chamou a atenção, foi na conclusão que ele frisa, que ciência e religião fará com que nos percamos de nós mesmos, e se ambas não existissem o mundo seria melhor e as pessoas viveriam mais, e que o nascimento pode até ser a maior prova de nossas existencias, mais que a grande niveladora da vida é a MORTE, eu sinceramente discordo sobre a teoria do professor de Harvard George Church que será possivel viver ate os 150 anos, pois penso logo nas taxas de natalidade, e nas consequencias da superpolução, mais concordo com vc caro AMIL que a morte faz parte da vida, e concordo também com o naturalista richard dawkins, que o nascimento pode ate ser a prova da vida, mais em um breve comentário, termino dizendo que se o nascimento é a prova da vida, a MORTE é a prova de que fomos capazes de viver […]

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