O sentimento mais nobre de todos… a vingança?

Maquiavel já disse há séculos, “cada povo tem o governo que merece”. Os USA tinham seu brio ferido pelo homem que mostrou ao mundo que eles também sangram. Bin Laden está longe de ser o mártir que muitos no mundo árabe proclamarão, mas eu me pergunto pra onde é que estamos caminhando. Os ataques de setembro não surgiram num dia de mau humor de muçulmanos. Essa guerra já tem tempo, e 11 de setembro foi uma batalha que os USA perderam, e isso era o que mais doía neles. Não era o sentimento de luto ou tristeza pelos seus que foram mortos naquela manhã. O que mais doía neles era pensar que um grupo de fundamentalistas conseguiu aplicar-lhes um golpe tão duro. Isso tem que ser respondido. Os USA em momento nenhum buscam o fim do terror. Os USA buscam manter seu status de inabalável. É inadmissível que alguém os fira e fique impune. Bin Laden era UM homem, a Al Qaeda é UMA organização. Homens podem ser mortos, organizações, desbaratinadas. Mas como é que se dissipa uma idéia, uma crença, uma fé? As ações terroristas que vemos são resultado da doutrina aplicada, da defesa daquelas pessoas no que elas acreditam. Em alguns momentos eu me pergunto quem é o pior assassino. Se é aquele que mata inocentes em nome da fé que comunga ou aquela que mata inocentes pra manter-se um patamar acima. Bin Laden está morto, não duvido disso. Mas a fé do islã não. E nem deve morrer. Toda fé deve ser respeitada. O mundo dos sonhos em que judeus, árabes, cristão, muçulmanos, ateus e teístas de qualquer vertente vão conviver harmonicamente a mim parece cada vez mais utópico. Do ponto de vista legal, gostaria de saber se as leis norte americanas permitem ao presidente autorizar execuções sumárias. Bin Laden era um símbolo que os USA precisavam, mais ainda, que Obama precisava, já que sua popularidade estava no chão. Obama volta pro páreo eleitoral nos USA. E o terrorismo acabou? Não. Podemos agora esperar pelos que pretendem vingar Osama. Osama, ao dirigir os ataques de 11 de setembro foi covarde. Os USA ao lançar duas bombas atômicas num japão já destroçado e prestes a se render, como já haviam feito Alemanha e Itália, foram covardes. Osama foi o único terrorista que teve coragem de lançar dois aviões comerciais contra civis. USA foi a única nação que teve coragem de lançar bombas atômicas contra outro país. Bem medido e bem pesado, um é pior que o outro, e os dois não eram diferentes.

Imagem original no site http://www.dignow.org

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~ por Marcelo Amil em maio 2, 2011.

Uma resposta to “O sentimento mais nobre de todos… a vingança?”

  1. O Japão rejeitou os termos da Declaração de Potsdan, que estabelecia a rendição do país. O Imperador e a cúpula militar acharam que os caras estavam amolecendo, havia nisso algum sinal de fraqueza e se o Japão permanecesse firme, então outras coisas, como ocupação meramente simbólica e não julgamento dos criminosos poderiam ser obtidas. Assim então os termos da Declaração foram rejeitados

    O Japão, mesmo sem perspectivas militares, e embasado numa ideologia nacionalista extremista, recusava-se à rendição e adotava a tática de matar o máximo de inimigos antes de morrer. O próximo passo para os aliados, sem o ataque nuclear, seria a invasão das ilhas japonesas.

    Imagine uma invasão das principais ilhas japonesas. Se os bombardeios nucleares mataram o mesmo número de civis que os bombardeios convencionais matavam em poucos dias, o fato de esta ação ter abreviado a guerra em meses e tornado desnecessário uma invasão justifica do ponto de vista utilitário e pragmático a decisão do presidente Truman.

    Não dá pra fugir da lógica:os americanos tinham uma arma poderosa e a usaram, se os japoneses tivessem esta arma poderosa a teriam usado.

    Sob o ponto de vista da honra e da moral realmente não houve glória e triunfo algum, Mas, segundo a lógica da guerra, foi uma decisão que evitou uma carnificina ainda maior.

    Não esquecendo também que de coitadinho os japoneses não tinham nada. Ao longo do tempo muitos revisionistas japoneses utilizaram os dedobramentos morais do uso da bomba atômica para reverter a imagem do Japão de um agressor brutal, escravizador e exterminador dos povos que conquistava para coitadinhos vítimas de uma rma poderosa lançada por inimigos que personificavam a verdadeira imagem de Satã.

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