De volta pra barelândia

Viajar é bom, mas muito melhor é voltar pra casa. Pra um lugar, pra uma terra que você pode chamar de sua, pra um povo que você pode chamar de seu. Desde pequeno sempre adorei viajar, na verdade não conheço quem não goste. Em minhas viagens, aprendi cedo que quanto mais eu viajo, mais eu gosto de Manaus. Temos problemas, muitos, mas também temos solução pra todos os nossos problemas. Nessa viagem, da qual em poucas horas retornarei a Manaus, eu pude ampliar ainda mais meus horizontes, meu referenciais. Essa foi minha primeira viagem internacional, espero que a primeira de muitas. Nela, conheci uma cidade linda, da qual todos mencionam o charme e o grande primor pela cultura. Buenos Aires é uma cidade linda, mas o povo porteño, ou bonairense, como preferir, é um povo mal educado, salvo raríssimas excessões. Um povo que anda de nariz empinado, que me lembrou, em alguns momentos um trecho do filme um sonho de liberdade, com Morgan Freeman. O filme é sobre um banqueiro que é acusado de matar a mulher, é condenado a duas prisões perpétuas e foge da cadeia após 20 anos. Em uma das cenas, Red (Morgan Freeman), amigo de Andy Dufresne (Tim Robbin) comenta que Andy, o banqueiro condenado, tem um ar especial, mesmo estando atrás daqueles muros, algo o fazia parecer diferente, o fazia parecer que estava num outro mundo. Essa é a imagem que vou levar dos porteños, um povo que durante muito tempo não teve mais nada além de seu amor próprio, e dele resolveu não abrir mão nunca mais. É ruim? É bom? Não cabe a mim dizer. Mas o que se sente é que eles vivem como se não precisassem de mais ninguém. Tentam se convencer que são autossuficientes. Acho que eles são felizes assim.

Doutrabanda, conheci um povo simpático, divertido, risonho e adorável. O povo uruguaio. O povo uruguaio é tão amável que por duas vezes eu estava pronto pra “descascar o abacaxi” em cima deles, mas era logo desarmado por um sincero sorriso conciliador. Montevidéu não é uma cidade grande, Montevidéu não tem uma história gloriosa, mas montevidéu tem algo muito mais difícil de ser construído, Montevidéu tem um povo feliz.

No momento em que escrevo, estou no saguão do hotel, esperando o táxi pra ir pra Ezeiza. Ainda passo em São Paulo e depois sigo pra nossa amada terra. Com toda minha esculhambação aos porteños, fica a eles meu obrigado. Aqui aprendi um pouco mais sobre o que é o mundo, sobre o que é o ser humano e como os acontecimentos históricos moldam um povo. Ao uruguaios deixo mais que meu obrigado, deixo um pedaço do meu coração e trago de lá um pouquinho da felicidade deles. Prometo a eles que meus filhos os conhecerão, todo mundo deveria conhecer os uruguaios.

Manaus, teu filho tá voltando. É o começo de um novo ciclo. Um novo ano é uma nova chance pra todo mundo. Meu ano começa amanhã, e eu espero poder cada vez mais mostrar à Mãe dos Deus, o quanto sou agradecido por ser seu filho.

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~ por Marcelo Amil em janeiro 12, 2011.

Uma resposta to “De volta pra barelândia”

  1. Ótimo texto cara, parabéns. =)

    Estamos esperando sua volta!

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